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Os Sete Santos Jovens “Adormecidos” de Éfeso (250 e séc. V)






Os Sete Santos Jovens “Adormecidos”
de Éfeso (250 e séc. V)





(Comemorados em 4/17 de Agosto e 22 de Outubro/4 de Novembro)




Os Sete Jovens de Éfeso: Maximiliano, Jamblicus, Martiniano, João, Dionísio, Exacustodiano (Constantino) e Antonino, viveram no terceiro século. São Maximiliano era o filho do administrador da cidade de Éfeso e os outros seis jovens eram filhos de cidadãos ilustres da cidade. Os jovens eram amigos desde a infância, e todos estavam juntos no serviço militar.

Quando o imperador Décio (249-251) chegou a Éfeso, ordenou toda a cidade a oferecer o sacrifício aos deuses pagãos. A tortura e a morte esperavam aos que se negassem. Denunciados por aqueles que buscavam o favor do imperador, foram convocados os sete jovens de Éfeso para responder às acusações. Estando de pé diante o imperador, os sete jovens confessaram sua fé em Cristo.

Tiraram-lhes suas ilustres condecorações militares – os cinturões do exército. Décio, no entanto, os pôs em liberdade, esperando que eles mudassem suas mentes enquanto ele estava longe em uma campanha militar. Os sete jovens fugiram da cidade e se esconderam em uma caverna na Montanha Okhlonos, onde eles passaram o tempo em oração, enquanto se preparavam para a façanha do martírio.

O mais jovem deles, São Jamblicus, vestindo-se de mendigo, entrava na cidade para comprar pão, e em uma destas jornadas na cidade, ele ouviu que o imperador havia voltado e os buscava para o julgamento. São Maximiliano exortou a seus companheiros a saírem da caverna e valentemente aparecerem ao julgamento.

Havendo conhecido onde estavam escondidos os jovens, o imperador deu ordens para selar a entrada da caverna com pedras, para que os santos perecessem de fome e sede. Dois dos dignitários da cidade, que eram cristãos, vindo antes que selassem totalmente a entrada da caverna, e querendo conservar a memória dos santos, puseram um recipiente selado entre as pedras, que continha duas placas de metal. Nelas se inscreveram os nomes dos sete jovens e os detalhes de seu sofrimento e morte.

O Senhor pôs aos jovens em um sono milagroso que durou quase dois séculos. Durante este tempo as perseguições contra os cristãos haviam cessado. Durante o reino do Santo Imperador Teodósio, o Jovem, (408-450) havia hereges que rechaçavam a crença na ressurreição dos mortos na Segunda Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Alguns deles disseram: “Como pode haver uma ressurreição dos mortos quando não haverá nem alma nem corpo, já que eles se desintegram?" Outros afirmavam: "Apenas as almas teriam uma restauração, já que seria impossível para os corpos levantarem-se e viver depois de mil anos, quando inclusive seu pó não permaneceria". Por conseguinte, o Senhor revelou o mistério da Ressurreição dos Mortos e da vida futura através de Seus Sete Jovens.

O dono da terra em que se situava a Montanha de Okhlonos descobriu a construção de pedra, e seus operários abriram a entrada da caverna. O Senhor havia conservado aos jovens vivos, e eles despertaram de seu sono, enquanto não suspeitavam que quase 200 anos haviam passado. Seus corpos e vestes estavam completamente sãos.

Preparados para aceitar a tortura, os jovens confiaram uma vez mais a Jamblicus a comprar o pão para eles na cidade para manterem sua força. Indo à cidade, o jovem ficou assombrado ao ver a santa cruz nas portas. Ouvindo que o nome de Jesus Cristo era falado livremente, ele começou a duvidar que estava aproximando-se de sua própria cidade.

Quando ele pagou pelo pão, deu as moedas com a imagem do imperador Décio nelas, e ele foi detido por isso, por possivelmente estar ocultando dinheiro antigo. Eles levaram a São Jamblicus ao administrador da cidade que neste momento era o Bispo de Éfeso. Ouvindo as respostas desconcertantes do jovem, o bispo percebeu que Deus estava revelando alguma classe de mistério através dele, e foi com outras pessoas à caverna.

Na entrada da cova, o bispo tomou o recipiente selado e o abriu. Ele leu nas placas de metal os nomes dos sete jovens e os detalhes do fechamento da cova pelas ordens do imperador Décio. Entrando na cova e vendo aos jovens vivos, todos se regozijaram e perceberam que o Senhor, através de despertá-los do longo sono, estava revelando à Igreja o mistério da Ressurreição dos Mortos.

Logo o imperador chegou a Éfeso e falou com os jovens na caverna. Então os jovens santos em vista de todos, puseram suas cabeças na terra e de novo dormiram, desta vez até o tempo da Ressurreição Geral. O imperador quis pôr cada um dos jovens em um caixão com rubis, mas aparecendo a ele em um sonho, os santos jovens disseram que seus corpos fossem deixados na terra da caverna. No décimo segundo século, o peregrino russo, Hegúmeno Daniel, viu na caverna as santas relíquias dos sete jovens.

Uma segunda comemoração dos sete jovens é celebrada em 22 de Outubro. (Por uma tradição que entrou no Prólogo russo [das Vidas dos Santos], os jovens dormiram pela segunda vez neste dia. Segundo as notas do MENAION grego de 1870, eles dormiram primeiro em 4 de Agosto, e se despertaram em 22 de Outubro. Os santos jovens também são mencionados no serviço do Ano Novo Eclesiástico, em 1 de setembro).


Fonte: http://www.crkvenikalendar.com/zitije_es.php?pok=0&id=ZEV




Tropário - Tom IV:

Grande é a maravilha da fé! / Os sete jovens santos residiram na caverna/ como numa câmara real / e morreram sem cair em corrupção / e depois de muito tempo se levantaram como do sono,/ como garantia da ressurreição de todos os homens.// Por meio de suas súplicas, ó Cristo Deus, tem misericórdia de nós.


Kontáquio - Tom IV:

Desprezando as coisas corruptas deste mundo e aceitando dons de incorrupção, / apesar de morrerem, permaneceram intocados pela corrupção./ Por isso, eles se levantaram depois de muitos anos, / enterrando toda a incredulidade dos ímpios.// Ó fiéis, glorificando-os hoje em louvor, louvemos a Cristo!

















Tags: Os Sete Santos Jovens de Éfeso
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